viernes, 25 de octubre de 2013

Eterno cristal


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Eterno Cristal

En ese tiempo
podíamos hasta morir,
volar o cantar
en cada espera perturbada.
Tú eras un velero
que me ancoraba
en el comienzo
de cada madrugada!
Eras la música que me soplaba
inexplicables sinfonías,
me enseñaba a escuchar
los pájaros y los manantiales
y mis días sin edad.
De ese tiempo
en que la luz no nos despertaba el sueño,
apenas guardo el cristal
eternamente risueño de tu mirada.


Luiza Caetano  - Lisboa em Versos.

(Tradução de Flor.)



miércoles, 16 de octubre de 2013

Conta comigo sempre





Conta comigo sempre. Desde a sílaba inicial até à última gota de sangue. Venho do silêncio incerto do poema e sou, umas vezes constelação e outras vezes árvore, tantas vezes equilíbrio, outras tantas tempestade. A nossa memória é um mistério, recordo-me de uma música maravilhosa que nunca ouvi, na qual consigo distinguir com clareza as flautas, os violinos, o oboé.O sonho é, e será sempre e apenas, dos vivos, dos que mastigam o pão amadurecido da dúvida e a carne deslumbrada das pupilas. Estou entre vazios e plenitudes, encho as mãos com uma fragilidade que é um pássaro sábio e distraído que se aninha no coração e se alimenta de amor, esse amor acima do desejo, bem acima do sofrimento.
Conta comigo sempre. Piso as mesmas pedras que tu pisas, ergo-me da face da mesma moeda em que te reconheço, contigo quero festejar dias antigos e os dias que hão-de vir, contigo repartirei também a minha fome mas, e sobretudo, repartirei até o que é indivisível. Tu sabes onde estou.
Sabes como me chamo. Estarei presente quando já mais ninguém estiver contigo, quando chegar a hora decisiva e não encontrares mais esperança, quando a tua antiga coragem vacilar. Caminharei a teu lado. Haverá, decerto, algumas flores derrubadas, mas haverá igualmente um sol limpo que interrogará as tuas mãos e que te ajudará a encontrar, entre as respostas possíveis, as mais humildes, quero eu dizer, as mais sábias e as mais livres.
Conta comigo. Sempre.”

Joaquim Pessoa, in ‘Ano Comum’



domingo, 6 de octubre de 2013

Borboleta...flor...



arte de Juliana Kolesova




Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar...
- Fernando Anitelli


(Mariposa parece flor que el viento sacó para bailar...)





viernes, 4 de octubre de 2013

Nada tenho contra o escaravelho...



Mi Fredy


No Dia Mundial dos Animais,
um poema do Poeta Joaquim Pessoa:



Nada tenho contra o escaravelho
nem contra o cuco nem contra o grilo. Muito
menos tenho algo contra o ganso. Ou contra
o gato preto ou o malhado, ou a mosca, ou o morcego.
Não me queixei, e nem me queixo nunca
do caracol, do cão, do caranguejo,
da simpática borboleta, da andorinha, da alforreca,
da pequena víbora, da vaca, da ostra, da medusa.
Nem nada me move contra
o melro, o lobo, o lince e o falcão.
Ao lagarto, ao corvo e à pega não quero mal.
Nem ao pardal nem ao hipopótamo.
Muito menos à pequeníssima libélula.
Acho mesmo simpática a galinha.
E muito simpática a gaivota.
Confesso até, com satisfação, que adoro a águia
e que tenho preferência pela abelha.
A cegonha, o cavalo, o cisne e a cigarra
são-me tão agradáveis como o coelho, o pato, a cotovia.
Não me intimidam nem o tigre nem a cobra,
não me assustam a cheeta, a onça, o leopardo
e não me apavora o crocodilo. Mas
Deus me livre desse animal
que existe em ti.




Joaquim Pessoa

*
in ANO COMUM
(2.ª Ed. a lançar por Edições Esgotadas no dia 15/10 na
Livraria LeYa/Bucholz, em Lisboa). Apresentação de Tere-
sa Sá Couto, autora do Posfácio. A Introdução à obra é do
Poeta, Prof. Univ. e crítico literário americano, Robert Simon.




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Las utopías de ayer, son la realidad de hoy y el desengaño de mañana. F.Puigcarbó

Mensagens populares

No hay palabra de consuelo

cuando el amor se siente herido

mira hacia el cielo estrellado

porque cada día es un nuevo

amanecer.

RMC

tras la tormenta
el caracol se ahoga
dejalo trepar..
Iosu/Flor
Viajar, viajar siempre,
no ser de ningún sitio
ni de ningún lugar,
sin vínculos de ningún tipo y
evadirme así de todo.
Vivir dentro de un mundo
imaginario donde olvidarme de la difícil
y dura realidad.
Y volar, volar como un pájaro,
marchando muy lejos
más lejos de más allá,
hasta que agotado,
cuando las alas dijeran basta,
dejarme caer en un abismo profundo infinito.

La vida es...

La vida es el ahora,
No los ayeres perdidos,
Ni los ayeres muertos,
Menos aún, los mañana no nacidos..!!
Necesitamos ser amados,
Necesitamos paraísos,
Necesitamos a nuestros sueños soltarlos,
Y al amor.., darle permiso…!!
Hoy dejo este impulso registrado,
No quiero arrepentirme, ni olvidarlo;
Y de cierta timidez, uno tiene la certeza,
Que no triunfa, quien al menos no ha luchado..!!

Antonio Gagliarducci

(Lo copié de Susuru que me encantó!)

Para poder vivir



Abrí los ojos
una vez
completamente
y me quedé
espantada.
Crecí de golpe
y me sentí pequeña.

Sólo encontré
silencio, soledad, nada.


Y los cerré de nuevo
lentamente,
para olvidar,
para encontrar
de nuevo
la palabra, para soñar,
para poder vivir,

Alicia Trueba

Gracias Susuru!!

Gracias Susuru!!

Mensagem de Susuru

La inteligencia sin amor, te hace perverso
La justicia sin amor, te hace implacable
La diplomacia sin amor, te hace hipócrita
El éxito sin amor, te hace arrogante
La riqueza sin amor te hace avaro
La docilidad sin amor te hace servil
La pobreza sin amor, te hace orgulloso
La belleza sin amor, te hace ridículo
La autoridad sin amor, te hace tirano
El trabajo sin amor, te hace esclavo
La simplicidad sin amor, te quita valor
La oración sin amor, te hace introvertido
La ley sin amor, te esclaviza
La política sin amor, te hace egoísta
La fe sin amor, te deja fanático
La cruz sin amor se convierte en tortura
LA VIDA SIN AMOR NO TIENE SENTIDO

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